sexta-feira, 29 de junho de 2007

Existia uma pintura...

Existia uma pintura... onde a neve era fofa como o algodão... a água era doce como o mel... suculenta como a melancia... tudo tinha um sabor a alegria... um perfume a morango... uma Primavera colorida existente num sorriso que não se queria apagar... um mar de coisas maravilhosas e coloridas... gargalhadas e sonhos que voavam mais alto que as montanhas num céu repleto de um azul infinitamente belo... e quando caía a noite, esta era iluminada pela lua que sorria... Em seu redor as estrelas que cintilavam... tudo embalado no som da canção do bater das ondas que se ouviam quando beijavam as rochas do grande pontão... um arco-íris que perdeu a sua eternidade e se transformou numa lágrima infinita... a neve passou a ser dura como o gelo, ferindo como facas afiadas todos quantos quisessem descer a montanha gigante... a água tornara-se azeda como o vinagre... o perfume a morango passou a ser inexistente deixando um odor a sangue e tristeza, angústia e solidão... o mundo passou a ser a preto e branco... e a noite jamais iluminada... as estrelas morreram e as ondas também... as rochas enormes deixaram de sentir os beijos da ondas mergulhando num silêncio de profunda melancolia... nada mais existia naquela pintura borrada pelo desgosto e choro infinito... infinito e tão alto como o de uma criança que perdeu os pais... Uma pintura que se deixou morrer...

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