segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Uma paragem no tempo... um espaço para pensar... um sorriso que quer surgir e nunca mais se apagar... um caminho a escolher... uma decisão a tomar... um tempo com um fim... para uma vida recomeçar... e assim se regressa... como uma luz na escuridão... uma força a surgir... neste sentido coração...

sábado, 21 de julho de 2007

Há coisas na vida...

Há coisas na vida que não entendemos... que nos fazem sofrer... que nos colocam num buraco tão profundo que não lhe conseguimos ver o final e por ele nos sentimos a ser consumidos, caindo nas profundezas da sua escuridão... batemos em "coisas" que não sabemos identificar e que nos vão magoando e destruindo tornando-nos mero pó...
...MAS...
...há coisas na vida que são tão boas que nem acreditamos que as estamos a viver... são tão grandes e simples que nos transformam e nos levam para um mundo onde tudo é perfeito... elevam-nos numa nuvem... e voamos tão alto que não conseguimos descer... há coisas na vida que nos fazem sorrir... aceleram o nosso coração e nos transportam para uma felicidade plena e perfeita... há pessoas que entram nas nossas vidas e nos transformam... com elas partimos para um outro sitio de onde não desejamos sair... harmonia... paz... plenitude... sorriso... vida... amor... há uma vida onde podemos viver tanta coisa... como acordar?!...

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Caminhava perdida na floresta, num silencio ensurdecedor... no escuro e por entre as árvores, a única coisa que se ouvia eram os seus passos pequeninos tal como ela, pisando as folhas secas caídas no chão... por caminhos desconhecidos foi passando tropeçando em raízes das árvores gigantescas em seu redor... de repente encontrou um caminho iluminado pela brilhante e gorda lua cheia... os seus caracóis brilharam... sorriu! Avançou mais confiante sem que conseguisse ver o fim da estrada que agora percorria, embora envolvida em ambos os lados pelas enormes árvores... seguia mais firme e esperançosa... aquela luz seria um sinal por certo... que haveria para lá?!... e à medida que os seus pequeninos pés avançavam em passos igualmente pequeninos como ela, ia ganhando confiança, e uma nova esperança... aos poucos e poucos os seu sorriso ia surgindo... e os olhos começaram a brilhar... uma lágrima caiu... mas não era tão sofrida como as que até ali haviam escorregado... algo estava a acontecer, pensou... e tornou a sorrir, enquanto caminhava e seus caracóis brilhavam à luz da lua...

quarta-feira, 4 de julho de 2007

No silêncio da noite...

Sozinha vagueando no silêncio e no escuro, avançava pelas águas mortas e paradas... de repente assusta-se com um estranho som que não consegue definir de onde surge nem de que é... à sua frente nasce uma cor que cresce das águas mortas em direcção ao céu, fazendo uma curva e voltando a mergulhar... depois outra cor... e mais outra... e assim sucessivamente formando-se um enorme e brilhante arco-íris que ilumina a noite fria e escura por onde navega sem rumo aparente... sem destino... O céu enche-se de cores e em seguida, um a uma, começam a surgir pequenas estrelas que cintilam e brilham num cenário incandescente... a noite escura e fria, morta e perdida estranhamente aquece... um pequeno calor no meio de um mar imenso ainda deserto e com uma brisa fria e triste......sem saber como nem porquê segue o seu caminho naquela direcção... de repente tudo desapareceu... mas algo havia ficado diferente... a brisa passou a ser mais quente... as águas deixaram de ser mortas... cresceu um aroma no ar... algo estaria a mudar...

terça-feira, 3 de julho de 2007

Tic - Tac

tic-tac... tic-tac... tic-tac... tic-tac... tic-tac... tic-tac... tic-tac... tic-tac... tic-tac... tic-tac... tic-tac... tic-tac... tic-tac... tic-tac...


...Tic-tac... Tic-tac ... pouco a pouco começou a soar novamente aquele som que se deixara de ouvir... algo estava a surgir... que seria?! Não sabia... mas tinha a certeza que não era uma fantasia... ainda a medo levantou-se e ergueu o seu olhar na direcção daquele som... Tic-tac... tic-tac... tic-tac... Ainda na confusão... na escuridão... levantou-se e começou a caminhar... algo iria mudar... lentamente abraçando-se a si própria com os seus pequeninos braços... avançava pé ante pé... para onde?... não sabia... mas não podia parar... e em pézinhos de ceda continuou a caminhar...

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Caminhar...


Para lá... para cá... para frente... para trás... pela a direita... não pela esquerda... corta por aqui.... vai por ali... e se fosse acolá?... Chegaríamos ao fim?... NÃO!!!... por ali um atalho... por aqui um caminho mais fácil... aquele ali é mais difícil... caminhando sem parar... de um lado para o outro sempre sempre sem parar... e lado a lado tantos outros encontramos a caminhar... caminhos que se unem... caminhos que se separam... caminhos que se cruzam e nunca mais se encontram... caminhos que se cruzam vezes e vezes sem fim... uns só para cima... outros só para baixo... outros ainda aos altos e baixos... uns cheios de curvas... outros a direito... uns pelo calor... outros pelo frio... uns pela sombra... outros pelo sol... uns à chuva ou na tempestade... uns contra o vento... outros a favor... cansados de andar mas nunca, jamais parar... embora tantos e confusos os caminhos a escolher... sempre sempre seguir... sempre sempre caminhar... nunca morrer...

domingo, 1 de julho de 2007

...

Não consigo aguentar esta dor dentro de mim... Não consigo suportar este medo de nada voltar... perdi-me na noite escura... fria... vazia... entrei num túnel que parece não terminar... um túnel de angústia e tristeza... um túnel de silêncio... vivo a solidão... e à espera que o tempo me cure desta ferida que me envolve e não me deixas sorrir... como sair?... tempo... passa depressa... cura-me... salva-me...

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Existia uma pintura...

Existia uma pintura... onde a neve era fofa como o algodão... a água era doce como o mel... suculenta como a melancia... tudo tinha um sabor a alegria... um perfume a morango... uma Primavera colorida existente num sorriso que não se queria apagar... um mar de coisas maravilhosas e coloridas... gargalhadas e sonhos que voavam mais alto que as montanhas num céu repleto de um azul infinitamente belo... e quando caía a noite, esta era iluminada pela lua que sorria... Em seu redor as estrelas que cintilavam... tudo embalado no som da canção do bater das ondas que se ouviam quando beijavam as rochas do grande pontão... um arco-íris que perdeu a sua eternidade e se transformou numa lágrima infinita... a neve passou a ser dura como o gelo, ferindo como facas afiadas todos quantos quisessem descer a montanha gigante... a água tornara-se azeda como o vinagre... o perfume a morango passou a ser inexistente deixando um odor a sangue e tristeza, angústia e solidão... o mundo passou a ser a preto e branco... e a noite jamais iluminada... as estrelas morreram e as ondas também... as rochas enormes deixaram de sentir os beijos da ondas mergulhando num silêncio de profunda melancolia... nada mais existia naquela pintura borrada pelo desgosto e choro infinito... infinito e tão alto como o de uma criança que perdeu os pais... Uma pintura que se deixou morrer...

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Nada...


erguntas se formulam a todo o momento... num vazio... numa escuridão... numa imensidão onde existe apenas NADA... NADA existe à minha volta... e eu? Que sou?!... igualmente NADA... faço parte deste quadro pintado de vazio e solidão... por muito que olhe e se tente espremer, não sai nem uma gota de tinta... a única gota que sai é a da lágrima que teima em cair vazia e só... a única companhia que possuí são todas as outras lágrimas que se lhe seguem... mas vêm de uma tristeza tão profunda que nem se acompanham umas às outras... caem sozinhas no vazio... na escuridão... num silêncio frio e impossível de quebrar... numa mágoa eterna... numa ferida que não quer sarar... e as perguntas continuam lá... sem resposta aparente... passei a ser uma "coisa"... uma "coisa" que já não sente...

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Ontem...

... ontem os nossos sentidos estavam apurados...

...ouviamo-nos mutuamente... partilhávamos os acontecimentos diários... desde o mais simples e insignificante, ao mais complicado de resolver e entender... os nossos ouvidos estavam abertos...


...abertos às palavras que saiam dos nossos lábios... aqueles lábios lindos de esponja...
tão bem desenhados que quando se juntavam levavam-nos a reconhecer o doce aroma de cada um dos nossos corpos... um aroma a morango... a Primavera... um aroma a amor... lábios suculentos como a melancia... lábios que se uniam num doce tocar...

...mas este tocar estava, também, em todo o nosso ser... um tocar que cada um de nós conhecia melhor que ninguém... um tocar cúmplice que só tu e eu sabíamos identificar... um tocar suave... um tocar sedutor... um tocar de desejo... um tocar de angústia... um tocar único e de amor... um tocar que falava sem que os doces lábios precisassem falar... sem que os ouvidos precisassem ouvir... um tocar que falava sendo completado pelo penetrante olhar de cada um de nós...

...sim... e quando os nossos olhares se cruzavam tudo era entendido... olhares que falavam por si... que traduziam o que nos ia na alma e no coração... os teus olhos absorviam e liam os meus... os meus olhos absorviam e liam os teus... o nosso olhar penetrava-nos entrando na nossa alma... entrando em mim... entrando em ti...

Cruzando os nossos olhares.... líamos o que nos ia na alma e no coração... com o nosso simples tocar e a manifestação de um sorriso cúmplice nos nossos lábios, tudo era entendido... num doce tocar dos nossos lábios... acelerando o batimento dos nossos corações... aumentando a frequência da nossa respiração... levando à libertação dos nossos corpos numa dança de união mútua... todos os nossos sentidos falavam em plena harmonia... falávamos a linguagem do amor...

... Sim... ontem vivíamos no amor... sim... ontem os nossos sentidos estavam em plena harmonia... sim... ontem...

terça-feira, 26 de junho de 2007

Mergulhei naquele mar...

Mergulhei naquele mar... naquele mar sem fim... não sei como lá fui parar... não sei de onde caí... era uma tempestade, a minha última recordação... uma tempestade monstruosa, confusa e sem razão... uma chuva de mentiras e de omissões... de tantas alegrias, tristezas e confusões... quando tudo acalmou e finalmente acordei... lá estava eu mergulhada... no meio daquelas águas frias e desconhecidas... no meio do nada... no meio de ninguém...

Mergulhei naquele mar... naquele mar sem fim... não sei como lá fui parar.... não sei de onde caí.... olhava à
minha volta, em todas as direcções..... procurando um conforto de sorrisos... sem mais desilusões... nada conseguia ver... à minha volta só água... água que mergulhava no infinito horizonte... água preenchida pelo vazio e sem Norte...
Tudo era silêncio... era solidão... nem uma onda passava para me tocar no coração... podia nadar mas de nada iria valer... pois nem um pedaço de Terra se conseguia ver... estava entregue ao tempo e teria que esperar... que poderia nascer naquele morto e imenso mar?!...

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Um dia acordei...

Um dia acordei com um sorriso... tudo sabia a algodão doce... tudo era suculento como a melancia... os dias eram quentes e alegres mesmo que estivesse um frio de rachar e uma chuva teimosa... as noites brilhavam com a magia da luz da lua... mas... agora... onde está esse calor e sorriso?!... Partiu...


Um dia acordei... e tudo sabia a nada.... os dias tornaram-se frios como o gelo (mesmo estando um calor abrasador)... um gelo tão poderoso e inquebrável, que espeta a alma como uma lança afiada... as noites tornaram-se escuras como breu sem que nada nelas brilhasse (por mais luz que existisse).... para onde fui?!... Como voltar?!... Espero no tempo por uma nuvem que me leve para outro lugar... no tempo... esse que nunca passa....

domingo, 24 de junho de 2007

Era uma vez...


Era uma vez uma menina... pequenina... olhos verdes acastanhados... muitos caracóis... saltitona... sorridente... emotiva.... Vivia num mundo de sonhos... e os seus sonhos voavam para a realidade, acreditando tudo ser possível.... mas a vida viria a ensinar-lhe que não era assim... nem tudo é possível....

Assim, criou um espaço único... só seu... onde deixa o seu coração libertar o que nele existe... os sorrisos... as lágrimas... a vida... (ou o que resta dela...)